Paulo e Londres – A joint venture de US$ 12 bilhões entre Shell International Petroleum Company Limited (Shell) e Cosan S.A. (Cosan) ficou mais próxima de se concretizar hoje, com a assinatura do acordo vinculante entre as duas empresas. A joint venture proposta, ainda condicionada à aprovação de órgãos regulatórios, vai produzir e comercializar açúcar, energia e etanol de cana-de-açúcar, e distribuir combustíveis para transporte e indústria, a partir da integração das redes de distribuição e varejo das duas empresas no Brasil. Também vai explorar oportunidades de produção e venda de etanol e açúcar globalmente.

“A joint venture proposta entre Shell e Cosan vai integrar negócios que são complementares, fortalecer nossas perspectivas de crescimento na produção de etanol globalmente e apoiar nossa plataforma de crescimento dos negócios de varejo e comercial no Brasil”, disse Mark Williams, Diretor Mundial de Downstream da Shell. “Ao longo dos próximos 20 anos, os biocombustíveis sustentáveis serão uma das soluções comerciais mais realistas para reduzir as emissões de CO2 do setor de transportes”, acrescentou.

“Este é um marco importante do nosso esforço para criar uma das mais competitivas companhias de biocombustíveis sustentáveis do mundo, ainda que haja um intenso trabalho de integração a ser feito antes do lançamento dessa nova organização”, disse Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do Conselho de Administração da Cosan e presidente eleito do Conselho de Administração da joint venture proposta.

Com capacidade de produção anual de mais de 2 bilhões de litros, a joint venture proposta será um dos maiores produtores mundiais de etanol. A inclusão da participação acionária da Shell na Iogen Energy* e Codexis** nesse negócio pode habilitar a nova empresa a lançar, no futuro, biocombustíveis de segunda geração. Além disto, a empresa também irá gerar eletricidade a partir de bagaço de cana em todas as plantas, das quais 10 (dez) já estão em operação.

Com volume total anual de vendas de cerca de 18 bilhões de litros de combustíveis, a joint venture proposta terá sólida posição competitiva no mercado de distribuição de combustíveis brasileiro sendo, no varejo, através de uma rede de 4.500 postos revendedores.

O acordo de hoje segue à assinatura, em fevereiro, de um memorando de entendimento não-vinculante (MOU) entre as duas empresas. Com os termos da transação acordados, Shell e Cosan, que permanecem competidoras, vão concentrar esforços na obtenção das aprovações regulatórias necessárias e no trabalho de integração prévio ao lançamento da nova companhia.

http://www.shell.com/home/content/bra/aboutshell/media_centre/news_and_media_releases/2010/news/shell_cosan_jointventure_250810.html

MEUS COMENTÁRIOS: 

Não consigo ver esta questão da fusão da Cosan Esso com a Shell apenas como algo de grande impacto no mercado de distribuição de combustíveis. Embora isto vá afetar a vida de centenas de profissionais, provavelmente a minha também, o que mais me inquieta nesta história é como irão juntar duas culturas empresariais tão distintas. Sei que isto acaba sendo um problema em todas as fusões, mas como tive e tenho muito contato com as duas, o problema parece maior. Vejo grandes diferenças na cabeça dos engenheiros, na maneira de fazer negócios, na importância com a segurança, no diálogo, no sistema de controle, enfim……que casal diferente! Desejo boa sorte à joint venture e que consigam fazer prevalecer o melhor de cada empresa. S.G.

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